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Escritura Pública vs Contrato de Gaveta: Como a Formalização Impacta o Valor do Imóvel na Avaliação Técnica"

Escritura Pública vs Contrato de Gaveta: Como a Formalização Impacta o Valor do Imóvel na Avaliação Técnica

Introdução Contextualizada:
A escolha entre formalizar um imóvel por escritura pública ou optar por um “contrato de gaveta” tem implicações profundas não só na segurança jurídica, mas também no valor atribuído ao bem durante uma avaliação imobiliária. Como engenheiro civil e avaliador com três décadas de experiência, já presenciei casos em que a desatenção a essa diferença resultou em laudos com distorções de até 40% – além de disputas judiciais intermináveis. Neste artigo, explico como as normas ABNT NBR 14653 e a prática do IBAPE tratam essa questão, com exemplos reais e dicas para evitar erros.


1. Diferenças Jurídicas e Seu Reflexo no Valor

  • Escritura Pública:
    • Registro em cartório, garantindo publicidade e fé pública.
    • Exigida por bancos para financiamentos (afeta diretamente o valor de mercado).
    • Exemplo: Em um caso em Belo Horizonte, um apartamento com escritura foi avaliado 25% acima de um similar com contrato de gaveta, devido à liquidez garantida.
  • Contrato de Gaveta:
    • Não registrado, sem validade perante terceiros (como credores ou compradores futuros).
    • Na avaliação, exige ajuste por iliquidez e risco jurídico (NBR 14653-2, item 6.2.3).
    • Case real: Um terreno em Goiás teve seu valor reduzido em 35% no laudo após o avaliador identificar pendências judiciais não resolvidas pelo contrato informal.

2. Como a Norma ABNT Trata Essa Situação?

A NBR 14653-1 estabelece que a avaliação deve considerar a capacidade de transferência do bem (item 4.3.2). Isso significa:

  • Método Comparativo Direto: Imóveis com escritura são prioritários como referência.
  • Ajustes Obrigatórios: Para contratos informais, aplicar desconto por:
    • Risco de nulidade (analisar histórico judicial no Registro de Imóveis).
    • Dificuldade de financiamento (reduz pool de compradores).

3. Desafios Práticos e Soluções

  • Problema Comum: Clientes alegam que “o contrato de gaveta vale como prova de propriedade”.
    • Resposta técnica: Mesmo com testemunhas, o documento não substitui a escritura para efeitos de avaliação bancária ou seguro.
  • Solução: Incluir no laudo uma nota de cautela destacando a necessidade de regularização (modelo IBAPE).

4. Checklist para Avaliadores

Ao analisar um imóvel com documentação irregular:
✅ Verificar no Registro de Imóveis se há matrícula atualizada.
✅ Consultar ações judiciais no CNJ (possíveis embargos).
✅ Calcular o grau de liquidez com base no tipo de titularidade.
✅ Usar o Método da Renda com cuidado – contratos informais geram fluxos incertos.



A diferença entre escritura e contrato de gaveta não é só burocrática: é um fator técnico que altera radicalmente o valor do imóvel. Para evitar laudos contestados, siga as normas ABNT e documente todos os riscos. Quer se aprofundar? Baixe nosso guia completo de avaliação em casos jurídicos complexos [link] ou participe do próximo curso do IBAPE sobre Valor de Mercado vs Valor Jurídico.

Author

Leandro Cazaroto

Leandro Cazaroto, Perito Avaliador e Corretor de Imóveis registrado no CNAI nº 21.963 e CRECI nº 18.982, é especializado em avaliações e perícias imobiliárias

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