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conheça a carreira que pode pagar milhões no Brasil

Ex-executivos da Bunge, Microsoft, Disney, Twitter, Fiesp e Nestlé. Essas foram algumas das empresas pelas quais passaram corretores imobiliários de luxo que falaram com o InfoMoney, dividindo as motivações da transição de carreira, os desafios impostos e se a mudança de profissão valeu a pena ou não.

O Brasil tem cerca de 74 mil imobiliárias e 700 mil corretores, segundo dados do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). A profissão viveu uma explosão entre 2020 e o fim de 2024, movimento que desacelerou nos anos subsequentes e passou por um “amadurecimento do setor”, segundo o Cofeci, com maior foco em qualificação profissional.

Estima-se que os corretores que atendem o alto padrão representem apenas 5% deste universo – ainda que as vendas de imóveis residenciais de luxo tenham respondido por quase 30% do total movimentado pelo segmento em 2025, segundo estudo da Brain Inteligência Estratégica publicado pela Forbes em março.

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Faça um upgrade na carreira!

A pandemia e o boom imobiliário que se seguiram funcionaram como gatilho para profissionais de grandes corporações migrarem para a corretagem de luxo. A ex-diretora de marketing Daniele Hallage e a médica veterinária Camila Miranda – que construiu carreira como pesquisadora em indústria cosmética e professora universitária – hoje são corretoras e sócias da Valsa Homes.

Movimento semelhante foi feito pela publicitária Anna Gama, que passou grande parte da trajetória em gigantes de entretenimento e mídia e hoje atua na Mosaic, e por Matheus Junkes, engenheiro com experiência em uma grande indústria alimentícia que atualmente é corretor na Open Imóveis.

Em geral, os corretores de imóveis de luxo que conversaram com o InfoMoney migraram para a profissão em um momento de “segundo ato” de carreira, buscando mais autonomia, meritocracia e potencial de ganho, em um mercado em expansão onde tudo o que já faziam bem – vendas, estratégia, leitura de cenário, disciplina e relacionamento humano – passou a ter impacto direto no resultado.

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“Muita gente enxerga apenas a parte das visitas e vendas, mas a corretagem exige conhecimento de mercado, negociação, marketing, documentação, comportamento humano, atendimento, networking e atualização constante. É uma profissão muito mais estratégica do que muitos imaginam”, contou Hallage, corretora da Valsa Homes.

Quanto um corretor de alto padrão ganha? E quando ganha?

A remuneração de um corretor de imóveis de luxo – assim como a de qualquer corretor – depende das vendas, que podem demorar, sobretudo no início da carreira.

“O primeiro ano foi o período mais desafiador que já vivi profissionalmente. Muitas vezes me questionava se estava fazendo o trabalho da forma correta, já que as vendas demoraram para acontecer. O mercado imobiliário é difícil e exige muita resiliência, mas também é extremamente recompensador para quem continua se esforçando e perseverando”, contou Junkes.

Hoje, o corretor afirma ganhar mais do que recebia no ambiente corporativo tradicional.

“Fazendo uma média anual das comissões, é normal ter uma renda mensal entre R$ 30 mil e R$ 40 mil”, disse.

Outros tiveram resultados mais rápidos, como Anna Gama, que vendeu um apartamento de R$ 3,4 milhões logo no início da carreira. Desde setembro de 2023, ela já movimentou mais de R$ 80 milhões em VGV, incluindo a venda de uma casa de R$ 34 milhões.

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Como sócia-fundadora da Valsa Homes, Camila Miranda já participou de mais de 200 transações imobiliárias. Apenas no primeiro ano da empresa, a operação movimentou mais de R$ 50 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV).

Segundo Felipe Abramovay, CEO da proptech Pilar, um corretor de imóveis considerado mediano no Brasil costuma ganhar entre R$ 3 mil e R$ 15 mil mensais, dependendo da região e do segmento. No mercado de luxo, porém, os números mudam completamente, podendo ultrapassar os seis dígitos em um único mês.

Apenas em 2025, a Pilar teve 30 corretores com rendimentos acima de R$ 1 milhão. Desde 2021, ano de fundação da empresa que reúne em sua plataforma o portfólio de imobiliárias de alto padrão, mais de R$ 250 milhões já foram distribuídos em comissões. Hoje, o ticket médio das transações da empresa gira entre R$ 3 milhões e R$ 3,5 milhões.

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Contudo, o potencial de renda vem acompanhado de forte volatilidade. “É uma atividade extremamente variável. O corretor pode passar meses construindo uma venda que só vai se concretizar depois”, explica Abramovay.

Por isso, planejamento financeiro virou requisito básico para quem entra no setor. “É importante ter uma reserva financeira de pelo menos um ano”, recomenda Junkes. “A venda de um imóvel é uma construção que muitas vezes leva meses para acontecer”.

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Desafios além da volatilidade nas vendas

Embora o mercado imobiliário de luxo seja frequentemente associado à flexibilidade e a um estilo de vida sofisticado, os profissionais relatam uma rotina intensa, marcada por disponibilidade constante, pressão emocional e necessidade de performance contínua.

“Existe flexibilidade de horário, mas finais de semana e feriados costumam ser dias muito fortes para visitas e negociações”, conta Hallage.

Os corretores relatam uma demanda por disponibilidade praticamente integral. “Você acredita ser dona da sua agenda, mas precisa tomar cuidado para não trabalhar das 6h à meia-noite. O tema imobiliário só é trabalho para mim; para o cliente, não”, admite Anna Gama.

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Nas redes sociais, a corretagem de luxo ganhou status, impulsionada por canais no YouTube que mostram mansões milionárias e comissões elevadas.

“Nas redes aparecem mais os fechamentos milionários e os imóveis impressionantes. O dia a dia real envolve muita prospecção, negociação, construção de relacionamento e trabalho de longo prazo”, afirma Abramovay.

“Os resultados podem ser extremamente recompensadores, mas são construídos com constância, preparo e relacionamento”, explica Camila Miranda.

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O corretor virou consultor patrimonial

Para Daniele Hallage, a profissão ficou mais sofisticada e menos tolerante ao improviso. “Hoje há espaço crescente para profissionais de alto nível e cada vez menos espaço para amadores.”

Além da mudança no perfil profissional, o próprio papel do corretor também se transformou: hoje, ele precisa fazer muito mais do que apenas apresentar um imóvel. “Hoje é preciso atuar como consultor patrimonial e de lifestyle”, diz Abramovay.

Segundo o CEO da Pilar, o cliente de alto padrão espera repertório, conhecimento técnico, discrição e capacidade de construir relações de longo prazo. Questões como arquitetura, liquidez, valorização, urbanismo e até cenário econômico passaram a fazer parte da conversa.

As redes sociais também ganharam peso no setor, embora não sejam garantia de sucesso – sobretudo no segmento premium, que costuma prezar pela discrição.

“Muita gente tem presença digital forte, mas não converte. E muita gente com pouca exposição entrega resultado consistente”, afirma o executivo.

Segundo Abramovay, o alto padrão se tornou um dos segmentos mais resilientes do mercado imobiliário brasileiro, mesmo em um cenário de juros elevados. A empresa fechou 2025 com R$ 3,5 bilhões em VGV e mais de mil transações, crescimento de 85% no número de negócios em relação ao ano anterior. Para 2026, a projeção é atingir R$ 5 bilhões em vendas.

O movimento, segundo profissionais do setor, mostra como a corretagem de luxo deixou de ser vista como uma atividade improvisada e passou a funcionar como uma carreira altamente competitiva, baseada em relacionamento, conhecimento técnico e construção de reputação.

“A entrada na profissão é acessível, mas o resultado consistente exige disciplina, preparo e resiliência”, resume Abramovay.

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Leandro Cazaroto

Leandro Cazaroto, Perito Avaliador e Corretor de Imóveis registrado no CNAI nº 21.963 e CRECI nº 18.982, é especializado em avaliações e perícias imobiliárias

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